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Câncer de mama: O que é e como tratar?

Por Dr. Raphael Luzorio

 

 

 

CÂNCER. Seis letras, uma palavra e um assunto que assusta qualquer pessoa. A doença é causada pelo crescimento desordenado de células que invadem os tecidos e órgãos do corpo. Entre as mulheres, um dos mais comuns é o câncer de mama e entre os homens, o de próstata. Por isso, campanhas como Outubro Rosa e Novembro Azul foram criadas para conscientizar a população, sobre a importância do exame de rotina.

Mas você sabe o que é câncer e como ele se forma?

O que é o câncer de mama?

Antes de falarmos especificamente sobre o câncer de mama é preciso entender o que é de uma forma geral e como é a anatomia da mama. Vamos iniciar definindo o que é câncer. O câncer na verdade não é uma única doença, mas sim um conjunto de doenças que têm em comum o fato de células se multiplicarem sem controle. Essas células ao se multiplicarem vão crescendo em número e acabam por formar os tumores. A mama é um órgão basicamente composto de duas estruturas: glândula e gordura. Agora sim podemos definir o que é o câncer de mama. O câncer de mama é a doença que surge da proliferação desordenada de uma célula da glândula mamária.

O câncer de mama ocorre com muita frequência?

Sim. É o tipo mais comum de câncer entre as mulheres em todo o mundo. Para este ano de 2018 estão previstos no Brasil 59.700 novos casos da doença e no Espírito Santo 1.130 novos casos, números maiores aos observados na estatística anterior de 2016.

O que é rastreamento? Como é feito no caso do câncer de mama?

Rastrear significa diagnosticar a doença em uma fase em que ela ainda não apresentou sintomas. No caso do câncer de mama o rastreamento busca identificar lesões antes que ela se torne um nódulo que possa ser percebido pela mulher. O exame indicado para o rastreamento é a mamografia. Atualmente, o INCA e o Ministério da Saúde recomendam a realização deste exame para mulheres de 50 a 69 anos. Isso não significa que mulheres com menos de 50 ou com mais de 69 anos não possam realizar o exame, mas nesses casos devem ser avaliadas antes pelo seu médico de confiança.

Quais mulheres estão sob maior risco de desenvolver o câncer de mama?

Existem diverso fatores que aumentam o risco. Vale destacar dois grandes grupos: aquelas com historia familiar de câncer de mama e aquelas com fatores hormonais adversos. Em relação à história familiar, sabemos que aquelas mulheres com histórico de câncer de mama em um familiar de 1º grau, ou seja, mãe ou irmã, estão sob maior risco de desenvolver a doença. Em relação aos fatores hormonais sabemos que quanto maior o tempo de exposição ao estrogênio, maiores são os riscos. Portanto mulher nulíparas (que não engravidaram), que começaram a menstruar cedo (menarca precoce) e pararam de menstruar tarde (menopausa tardia) apresentam maior risco. Importante frisar que ter maior risco não significa que irá necessariamente desenvolver a doença. Apenas que a vigilância deve ser maior.

Quais são os sintomas do câncer de mama?

O sintoma mais comum é a percepção de um caroço (nódulo) palpável na mama. Esta é a apresentação mais comum. Mas existem outras formas de apresentação como descarga papilar (saída de secreção pelo bico do peito), adenopatia axilar (caroço na axila) e enrugamento da pele da mama (aspecto de casca de laranja). Qualquer uma dessas alterações deve levar a mulher a buscar avaliação médica.

Existe cura para o câncer de mama?

Sim. O câncer de mama é hoje dentro da oncologia uma das doenças mais estudadas e com maiores possibilidades terapêuticas. As chances de cura dependem de vários fatores, mas o principal é o estágio em que a doença é descoberta. Quanto mais cedo for o diagnóstico, maiores são as chances de cura. Com a doença no estagio mais inicial (estagio I) as chances chegam a 95%.

Quais são os tratamentos disponíveis?

Hoje existem diversas modalidades de tratamento para o câncer de mama. As principais são a cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica (alvo molecular). A escolha de qual o melhor pra cada paciente depende de cada caso. Portanto, o tratamento é individualizado e deve ser feito por uma equipe multidisciplinar formada por médicos (cirurgião, radioterapeuta e oncologista) e outros profissionais de saúde (enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, etc) em centros especializados para garantir os melhores resultados.

 

Dr. Raphael Luzorio - Oncologista

 

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